Após 3 meses de greve professores da UERJ suspendem paralisação e retomam as atividades

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Os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram suspender a greve e retomar as atividades acadêmicas a partir de 13 de julho. A decisão foi aprovada em assembleia realizada nesta terça-feira (1º), após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar o projeto que cria o Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF), uma das principais reivindicações da categoria.
Apesar do retorno às aulas, os docentes permanecerão em estado de greve, mantendo a mobilização para acompanhar o cumprimento dos acordos firmados com o governo. A categoria não descarta uma nova paralisação caso os compromissos assumidos não sejam atendidos.
A greve durou cerca de três meses e começou a ser encerrada após a aprovação do Projeto de Lei Complementar que institui o ADF. O benefício estabelece a progressão salarial dos servidores com base em critérios como desempenho profissional, qualificação e tempo de serviço. De acordo com a proposta, os reajustes podem alcançar até 60% sobre a remuneração-base ao longo da carreira. A sanção da medida é considerada fundamental para consolidar o acordo que levou à suspensão do movimento.
Além da implantação do adicional, os professores continuam defendendo outras pautas, entre elas a recomposição do orçamento da universidade, a ampliação do auxílio-saúde e investimentos na infraestrutura da instituição.
Segundo o professor Leo Kaplan, integrante do comando de greve, a categoria avalia que o movimento trouxe importantes avanços para os servidores da Uerj e do Executivo estadual. Ele ressaltou, no entanto, que a manutenção do estado de greve serve como forma de pressionar pelo cumprimento integral dos acordos.
Os servidores técnico-administrativos ainda irão realizar uma assembleia para definir os próximos passos do movimento. Os estudantes também devem discutir o posicionamento da categoria em reuniões próprias.


















