Festa Literária Internacional de Niterói movimenta Reserva Cultural com encontros entre autores consagrados, debates e muitas atrações

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Começou, nesta quinta-feira (13), a Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN). Com expectativa de atrair 30 mil pessoas até domingo (16), o evento gratuito deste ano traz como tema "Territórios das Palavras" e homenageia a antropóloga, filósofa e ativista mineira Lélia Gonzalez (1935-1994). A FLIN 2026 reúne autores nacionais e internacionais, artistas, pesquisadores, educadores e leitores, consolidando a cidade como um dos grandes pólos do debate cultural e literário do país.
Realizada pela Prefeitura de Niterói por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), a FLIN 2026 promove a fusão entre a literatura e diversas expressões artísticas, como música, teatro, audiovisual, jornalismo e cultura popular.
"Nossa expectativa é que o público possa ativar a imaginação, se emocionar e ser muito feliz na FLIN. A gente pensou essa festa diversa para garantir espaço para todos os gostos e todas as idades. Misturamos consagrados nomes da literatura brasileira e jovens escritores. Da ABL à galera do rap, entendemos a literatura de maneira mais ampla, permeando todas as artes, mostrando que o texto está além dos livros: está nas músicas que trilham momentos, nos roteiros da dramaturgia que contam histórias e em tantas outras formas de expressão. As crianças vão vivenciar experiências, oficinas, contação de histórias, teatros e as mais diversas formas de conectá-las à leitura”, destacou a presidenta da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.
A manhã de abertura teve como destaque especial a atenção ao público infantil com os "Nikitinhos", além de reflexões sobre identidade e a formação da cidade. Na Sala Nelson Pereira dos Santos, a Cia. Jukah de Teatro abriu os trabalhos com a encenação infantil "O Diário de João e Maria", espetáculo que homenageou a infância e a vitalidade a partir do conto clássico. No mesmo horário, na Arena FLIN, a mesa "Brasil, Brasis” reuniu Ricardo Cavaliere, Zé Salvador, Neide Marinho e Denis Castanheira para um debate inspirado na obra de Lélia Gonzalez sobre diversidade cultural e pertencimento.
Luciana Carvalheira, professora da Rede Municipal de Educação da Escola Anisio Teixeira, participou da FLIN acompanhada da turma do 3º ano. Para ela, a iniciativa da Prefeitura de Niterói é uma oportunidade importante de aproximar as crianças da cultura e da literatura.
“Trouxe meus alunos da turma do 3º ano B e a gente está amando o espaço da FLIN mais uma vez. Acho fantástico a Prefeitura disponibilizar um equipamento como esse para entreter e proporcionar experiências culturais para as crianças. Ainda mais por ser muito próximo da nossa escola, o que permite que a gente venha andando com os alunos e aproveite bastante esse espaço”, disse Luciana.
A programação seguiu no Espaço Nikitinhos com as contações de histórias "Era uma vez contos e cantigas", com a Lobianco Produções, e "Não me toca, seu boboca", condução lúdica da escritora Andrea Taubman sobre prevenção da violência sexual infantil.
Encerrando o turno matutino, a mesa "Cidade em crônica", no Palco Lélia Gonzalez, reuniu Beth Araujo, Carmem Lucia Negreiros, Gilberto Araujo e Anna Faedrich, enquanto a Arena FLIN sediou "Niterói, outras histórias", debate focado nas memórias, pesquisas e personagens históricos do município com Márcia Pessanha, Wanderlino Teixeira Leite Netto, Rafael Freitas da Silva e Verônica Martins.
O sociólogo e instrutor de aprendizagem Vinícius Messias, de 27 anos, participou da programação da FLIN.
“A expectativa é muito positiva, principalmente pela oportunidade de promover a cultura e, especialmente, aproximar a literatura dos mais jovens, que é justamente o público com o qual eu trabalho. Acho fundamental que iniciativas como a FLIN ocupem a cidade e criem espaços de encontro, conhecimento e troca de experiências. Quando a Prefeitura oferece esse tipo de programação de forma gratuita e acessível, possibilita que mais pessoas tenham contato com os livros, com diferentes autores e com novas formas de enxergar o mundo”, disse Vinícius.
A FLIN teve ainda mais densidade com importantes nomes da literatura e do debate público brasileiro. A Sala Nelson Pereira dos Santos exibiu o documentário "Helô", de Lula Buarque de Hollanda, seguido por mesas que debateram a transformação pela escrita.
A jornalista e escritora Miriam Leitão comandou a mesa "Escrita e Leitura, Outros Suportes" na Sala Nelson, enquanto o Palco Lélia Gonzalez recebeu Juca Kfouri, Lúcio de Castro e Mário Magalhães para discutir as relações entre futebol, política e democracia.
A autora Luciana Belém de Araújo está participando da FLIN com a exposição de seus dois livros infantis, entre eles uma história sobre um menino que tem medo de bruxa e uma bruxa que tem medo de menino. Para ela, a feira é uma oportunidade de aproximar autores e leitores.
“Acho que esta semana da feira é um convite muito especial para a gente mergulhar na literatura, nas diferentes literaturas e nas muitas possibilidades que os livros oferecem. Espero que o público perceba essa riqueza, prestigie o evento e aproveite a oportunidade de conhecer os trabalhos de tantos autores”, reforçou Luciana Belém.
A Festa Literária Internacional de Niterói é um dos eventos transversais prioritários do calendário cultural do município, articulando políticas públicas de formação de leitores, estímulo à economia do livro, ocupação dos equipamentos culturais da cidade e promoção da diversidade étnico-racial. Em sua edição 2026, a FLIN consolida Niterói como referência nacional em feiras literárias gratuitas, integrando o planejamento estratégico da Prefeitura de Niterói para o fortalecimento da cidadania, do turismo cultural e da produção acadêmica e artística.












