Governador em exercício do Estado do Rio negocia reestruturação de dívida bilionária

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Dívida bilionária em foco: O governo do Rio de Janeiro negocia a reestruturação de cerca de R$ 26 bilhões em débitos com instituições financeiras. O governador em exercício, Ricardo Couto, afirmou após reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que busca condições mais favoráveis, como juros menores e prazos estendidos, sem necessidade de novas garantias do Tesouro Nacional.
Além do passivo bancário, o Estado também renegocia sua dívida com a União. Em maio, o Rio foi autorizado a aderir ao programa Propag, e em junho oficializou sua entrada. Com isso, a dívida caiu de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, as parcelas mensais foram reduzidas de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, e o prazo de pagamento foi estendido até 2056. Outra mudança importante foi a retirada dos juros reais, passando a correção apenas pelo IPCA.
O governo fluminense também pretende contar com apoio do BNDES nas próximas etapas da reorganização financeira. Como contrapartida ao Propag, o Estado se comprometeu a reduzir 20% do total devido à União, aplicar parte dos recursos em áreas como educação, infraestrutura e segurança, e aceitar que verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional permaneçam com o governo federal até 2048.
A refinaria Refit, maior devedora tributária do país, com débitos superiores a R$ 26 bilhões, segue sob investigação por fraudes fiscais e lavagem de dinheiro, mas não foi confirmada como pauta da reunião.
Desde 2016, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio que não foram quitadas pelo Estado.











