Manifestação da UFF, que tomou as ruas de Niterói após o 1º turno, marcou o início da onda de mobilizações por Lula pelo país

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Niterói entrou para a história da campanha presidencial de 2026 ao sediar a primeira manifestação popular de rua após o primeiro turno das eleições. Na segunda-feira, 5 de outubro milhares de estudantes mobilizados pela Universidade Federal Fluminense (UFF) deixaram o campus do Gragoatá e tomaram as ruas da cidade em uma calorosa manifestação contra o candidato Flávio Bolsonaro, e em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Enquanto parte dos eleitores e até mesmo integrantes da campanha de Lula, tomados pelo desânimo, ainda tentavam assimilar o resultado do primeiro turno, os estudantes da UFF transformaram a insatisfação em mobilização política. A iniciativa abriu caminho para uma sequência de manifestações em diversas cidades brasileiras e colocou Niterói no centro da mobilização de rua para o segundo turno.
Do Gragoatá às ruas de Icaraí
A caminhada que teve início no campus do Gragoatá percorreu bairros da Zona Sul de Niterói, passando pelo Ingá, pela orla da Praia de Icaraí, pela Avenida Roberto Silveira e pela Rua Miguel de Frias. Organizado por estudantes e entidades acadêmicas, o ato expressou apoio a Lula e mobilizou participantes em torno da disputa presidencial que seria decidida em 25 de outubro.
A mobilização se espalha pelo país
A mobilização em Niterói ganhou um significado que foi além das ruas da cidade. Em um momento em que as convocações para grandes manifestações ainda não haviam alcançado a dimensão esperada por setores que apoiavam Lula, a iniciativa dos estudantes da UFF deu visibilidade a uma nova disposição para a mobilização presencial.
O ato da UFF serviu de referência para o debate entre jovens estudantes, universidades, movimentos sociais, sindicatos e outras entidades, que passaram a intensificar as articulações e os chamados à participação popular em diferentes regiões do país. Nos dias seguintes, universidades, movimentos sociais, sindicatos e outras entidades de diferentes regiões do país intensificaram as articulações e passaram a convocar manifestações de rua em apoio a Lula, ampliando a mobilização para o segundo turno e criando uma gigantesca corrente de apoio.










