Missão da NASA altera órbita de asteroide ao redor do Sol

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O choque da espaçonave contra Dimorphos foi registrado há quase quatro anos, mas os estudos publicados agora confirmam que os efeitos vão além do esperado, reforçando o avanço da defesa planetária
Pesquisas recentes revelaram que o impacto da missão DART, realizado em 2022, não apenas modificou a órbita do asteroide Dimorphos em torno de Didymos, mas também provocou uma leve alteração na trajetória do sistema ao redor do Sol. É a primeira vez que cientistas comprovam, com dados atualizados, que uma intervenção humana conseguiu alterar de forma deliberada o movimento de um corpo celeste.
Impacto histórico
Após dez meses de viagem, a nave atingiu Dimorphos a cerca de 22.500 km/h, gerando uma nuvem de poeira e fragmentos observada por telescópios em várias partes do mundo. O choque reduziu em 32 minutos o período orbital do asteroide em torno de Didymos, resultado considerado um marco para a defesa planetária.

Alteração na órbita solar
Pesquisas posteriores revelaram que os efeitos foram além do sistema binário. Um estudo publicado na revista Science Advances mostrou que o impacto também provocou uma pequena mudança na trajetória dos asteroides ao redor do Sol — cerca de 150 milissegundos. Embora mínima, essa variação demonstra que intervenções humanas podem, de fato, alterar o movimento de corpos celestes.
Observações globais
Para medir o fenômeno, cientistas analisaram momentos em que os asteroides passaram diante de estrelas distantes, além de dados de observatórios de radar como o Goldstone e o Arecibo. A combinação dessas informações permitiu reconstruir o movimento antes e depois da colisão.

Papel dos detritos
A nuvem de fragmentos expelida pelo impacto ampliou o desvio inicial, dobrando o efeito da deflexão. Esse detalhe reforça a importância de entender como os materiais ejetados influenciam a dinâmica dos asteroides.
Próximos passos
O sistema Didymos–Dimorphos ainda será estudado pela missão Hera, da Agência Espacial Europeia, que deve investigar a estrutura do asteroide e os efeitos do choque na superfície.
Enquanto isso, agências espaciais continuam monitorando objetos próximos da Terra. Casos como o asteroide 2024 YR4, inicialmente considerado de risco, foram descartados após observações mais detalhadas com telescópios avançados, incluindo o James Webb.
A missão DART provou que é possível alterar a trajetória de um asteroide, abrindo caminho para estratégias de defesa planetária. Mesmo pequenas mudanças podem ser decisivas para evitar colisões futuras, mostrando que a humanidade já possui ferramentas capazes de proteger a Terra de ameaças vindas do espaço.


















