Pesquisa da Abrasel mostra o otimismo de bares e restaurantes durante o carnaval

Receba as matérias do Jornal Agito pelo WhatsApp
(grupo sem interação, só o administrador pode postar)
Com a proximidade do Carnaval, bares e restaurantes já se organizam para um período de grande movimento e expectativa de crescimento nas vendas. De acordo com pesquisa da Abrasel, entre os estabelecimentos que pretendem abrir durante a folia (72%), a maioria (73%) acredita que o faturamento será maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.
Os números mostram diferentes projeções: 25% dos empresários estimam aumento de até 5%, enquanto 24% esperam alta de até 10%. Já 12% acreditam em crescimento de até 20%, e 10% projetam avanços mais expressivos, chegando a 50%. Para 2% dos entrevistados, o resultado pode ser ainda superior. Por outro lado, 19% não esperam mudanças, 5% acreditam que terão queda em relação a 2025 e 3% não participaram do Carnaval anterior.
O cenário positivo é sustentado também por dados da economia e do turismo. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil — um crescimento de 3,8% em relação a 2025 e o maior valor desde o início da série histórica, em 2013. Bares e restaurantes aparecem como os principais responsáveis por essa geração de receitas.
Outro fator que contribui para o otimismo é o aumento da presença de turistas estrangeiros. A CNC estima que o país receba cerca de 1,42 milhão de visitantes internacionais, número 4% maior do que o registrado no ano passado. Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, esse público amplia o impacto econômico da festa.
O levantamento da Abrasel também mostra que o setor encerrou 2025 em um ambiente mais favorável. Em dezembro, 47% dos empresários registraram lucro, 36% ficaram em equilíbrio e 16% fecharam no prejuízo. Apenas 1% não existia no período. O número de empresas no azul foi o maior dos últimos dois anos, próximo ao índice de janeiro de 2024.
Na comparação entre dezembro e novembro, 57% dos entrevistados relataram aumento no faturamento, 19% mantiveram estabilidade e 23% tiveram queda. Em relação aos reajustes de preços, 59% conseguiram ajustar o cardápio dentro ou abaixo da inflação, 11% acima do índice e 30% não conseguiram realizar alterações.

















