Ícone de uma geração Bala Juquinha pode virar patrimônio cultural do Rio

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De origem paulista a marca é administrada por um empresário carioca que atua no Mercadão de Madureira
A tradicional Bala Juquinha pode ser reconhecida como patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro. Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa (Alerj) propõe incluir o doce na lista de bens culturais fluminenses. A proposta, publicada no Diário Oficial em 11 de março, ainda passará pela análise das comissões da Casa antes de ser votada em plenário.
O texto justifica que a bala representa um “símbolo de memória afetiva”, associado à infância, à simplicidade e às tradições populares. Embora tenha origem em Santo André (SP), desde 2015 a marca é administrada por um empresário carioca que atua no Mercadão de Madureira.
O projeto prevê que o governo estadual apoie iniciativas de valorização e divulgação da Juquinha, reforçando sua presença cultural no Rio. Se aprovado, o doce se juntará a manifestações já reconhecidas, como o Jongo, e a produtos típicos como a Batata de Marechal Hermes.
História da Bala Juquinha
A empresa responsável pela bala foi fundada em 1945, em Santo André, inicialmente dedicada à produção de refrescos em pó. Cinco anos depois, passou a fabricar balas mastigáveis, e rapidamente a Juquinha conquistou o mercado nacional.
O auge ocorreu nos anos 1990, quando, durante o Plano Real, as balinhas se tornaram um dos trocos mais comuns em supermercados, bares e restaurantes. A marca chegou a exportar para mais de 60 países.
Em 2015, a produção foi suspensa após os herdeiros do criador, Giulio Luigi Sofio, desistirem de continuar o negócio. No mesmo ano, o empresário carioca Antônio Tanque adquiriu a fórmula e retomou a fabricação em Madureira, garantindo a sobrevivência de um dos doces mais icônicos do Brasil.


















