Turismo comunitário no Rio explode com tours na Rocinha e Vidigal

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O turismo comunitário no Rio de Janeiro tem ganhado força e atraído cada vez mais visitantes interessados em conhecer as favelas cariocas sob a perspectiva dos moradores. Entre as experiências mais procuradas estão os passeios de mototáxi pela Rocinha e pelo Vidigal, oferecidos pela plataforma Civitatis, que incluem a opção de vídeos com drone gravados nas lajes da comunidade.
Desde janeiro, os dois roteiros já receberam mais de 50 mil visitantes, consolidando-se como uma das atividades mais populares entre brasileiros e estrangeiros. Só o tour com drone na Rocinha responde por cerca de 41 mil reservas.
O aumento da procura coincide com o fortalecimento do turismo nacional. Para o feriado da Páscoa de 2026, o Rio aparece como o destino mais reservado do Brasil, segundo dados da Civitatis. Esse movimento tem impulsionado a busca por experiências alternativas, que vão além dos cartões-postais tradicionais.

Os passeios são organizados pelo Na Favela Turismo, em parceria com a Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro e a Civitatis. A proposta é promover o turismo de favela para viajantes internacionais e oferecer uma visão mais completa da cidade.
A procura aumentou no fim de 2025, quando vídeos feitos por drone nos mirantes da Rocinha viralizaram nas redes sociais. Desde então, o público tem se diversificado, incluindo turistas latino-americanos, franceses e brasileiros em busca de novas experiências.
Os trajetos foram planejados para não interferir na rotina da comunidade e são conduzidos por guias locais. No caso da Rocinha, o percurso inclui pontos como a Mureta da Dionéia, a passarela projetada por Oscar Niemeyer, além dos mirantes do Laboriaux e da Rua 1, que oferecem vistas privilegiadas da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Cristo Redentor e da orla carioca.
O destaque fica por conta das lajes decoradas pelos moradores, como o Porta do Céu e o Deck Bella Vista, locais de onde partem os voos de drone e onde os visitantes podem conversar com os moradores sobre cotidiano e memória da comunidade.
Além do tour com drone, há opções de passeio a pé, experiências gastronômicas com churrasco típico e até a trilha dos Macacos, que leva ao topo da favela.


















