Reservas brasileiras de terras-raras podem valer quase duas vezes o PIB nacional

Receba as matérias do Jornal Agito pelo WhatsApp
(grupo sem interação, só o administrador pode postar)
Um estudo recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que as reservas de terras-raras do Brasil têm valor equivalente a 186% do PIB nacional, ou seja, quase duas vezes o tamanho da economia do país. O Brasil concentra cerca de 23% das reservas globais, mas ainda responde por apenas 1% da produção mundial.
As terras-raras são minerais essenciais para a produção de tecnologias verdes e digitais, como carros elétricos, turbinas eólicas, baterias, ímãs permanentes e supercondutores. Apesar do potencial, o Brasil enfrenta o desafio de transformar suas reservas em protagonismo global, já que a capacidade de refino e produção industrial ainda é limitada.

Em fevereiro de 2026, Brasil e Índia firmaram um acordo de cooperação para explorar reservas brasileiras, estimadas em 21 milhões de toneladas — aproximadamente 25% do total mundial. A parceria reforça o papel estratégico do Brasil dentro dos BRICS, em um cenário marcado pelo domínio da China, responsável por mais de 70% da produção global.
Atualmente, a única produtora de terras-raras no país é a mineradora Serra Verde, localizada em Goiás e controlada por fundos americanos. A empresa é vista como peça-chave para ampliar a presença brasileira no mercado internacional.
O Brasil possui uma das maiores reservas de terras-raras do mundo, com valor estimado quase duas vezes superior ao PIB nacional. No entanto, o país ainda enfrenta o paradoxo de ser gigante em reservas, mas pequeno em produção. A cooperação internacional e investimentos em tecnologia e refino serão decisivos para transformar esse potencial em liderança na transição energética e na economia verde.


















